O que fazer com o estrogonofe de ontem?

26 jan

Enjoa comida repetida, mas sempre é possível dar uma repaginada e dar uma nova cara a um prato “dèja vu”.  Dá prá fazer:

1) Rechear abobrinhas meninas. Corte-as ao meio, retire a polpa e leve ao microondas por 3 minutos na potência alta. Polvilhe com queijo ralado e leve para o forno até derreter o queijo;

2) Recheio para panqueca;

3) Recheio para batata suiça;

4) Cobertura de batata recheada;

5) Molho para polenta;

6) Recheio para empada;

7) Molho para purê de mandioca;

8) Cobertura para pizza;

9) Recheio para pastel frito;

10) Recheio para sanduíche;

 

Conforto total: estrogonofe

25 jan

Às vezes, bate aquela preguiça, mas nem por isso quer comer uma comida pronta. Vai prá geladeira e prá despensa prá ver o que é que dá prá fazer. Aí nessa hora se for um estrogonofe, vale tudo. Vale qualquer tipo de carne, qualquer tipo de vegetais e pode ser catchup ou molho de tomate ou tomate. Essa é a beleza do estrogonofe.

Mas quando estamos com vontade de fazer um senhor estrogonofe, prefiro até escrevê-lo assim: Strogonoff ou Stroganov se for de acordo com a receita original russa.

Strogonoff

enlatado de tomate pelado

mostarda

Stroganov

Curiosidade 1: Como é dito estrogonofe em outras línguas

– Em alemão: Stroganow

– Em Francês, Italiano e Francês: Stroganov

Curiosidade 2: Como outros países fazem o estrogonofe:

estrogonofe no Japão

Cestas de estrogonofe com bacon

Várias receitas de Estrogonofe no Yummly

http://www.taste.com.au/recipes/15519/beef+stroganoff+potato+pies

http://www.bestbeefstroganoffrecipes.com/

http://www.ifood.tv/network/beef_stroganoff_with_rice/photos

http://blog.ordinaryrecipesmadegourmet.com/2011/02/beef-stroganoff-walexia-oven-roasted.html

http://veganyumyum.com/2007/03/mushroom-seitan-stroganoff/

http://food.chatelaine.com/recipes/view/pork-and-pepper-stroganoff/9056

http://www.metronews.ca/toronto/comment/article/195737

http://www.recipegirl.com/2011/01/13/lightened-up-slow-cooker-beef-stroganoff/

http://awsydney.hubpages.com/hub/Beef-stroganoff-My-favourite-winter-warmer

http://www.russiancafe.ca/?dispatch=products.view&product_id=30004

Estrogonofe com ervilhas

Estrogonofe suiço

http://www.greasypot.com/ring-bologna-stroganoff-on-rice/

http://www.ah.nl/recepten/recept?id=626132

http://noteatingoutinny.com/2007/02/05/red-wine-pork-stroganoff/

http://www.tablespoon.com/recipes/beef-stroganoff-casserole-recipe/2/

http://catesworldkitchen.com/2010/11/lentil-and-mushroom-stroganoff/

Estrogonofe dinamarquês

Estrogonofe com cenouras e batatas

Estrogonofe com pepino

Estrogonofe no pão

Estrogonofe de Camarão

É mesmo estrogonofe?

25 jan

Quem não gosta de estrogonofe (estroganov, estroganoff – para os sites estrangeiros)? Talvez os intolerantes à lactose (acho que até esses conseguem, substituindo o creme de leite por creme de soja), mas o restante ama.

O meu conhecimento prévio de estrogonofe sempre foi esta fórmula mínima: creme de leite de caixinha com molho de tomate de latinha + sal e pimenta à gosto. A minha mãe procurava incrementar o estrogonofe com legumes (cenoura, chuchu, vagem) prá garantir uma refeição com mais nutrientes à mesa prá criançada.

Pois bem, pesquisando bem ralamente na internet, caio no wikipedia e este menciona que o estrogonofe é invenção russa! E que pasmem: não levava molho de tomate em sua preparação original. A receita que consta no livro “Um presente para jovens donas de casa” de Elena Molokhovets, leva: cubos de carne empanados com farinha num molho de mostarda e caldo de legumes com a adição final de sour cream (creme azedo).  Posteriormente, em 1912, foram adicionadas cebolas e extrato de tomate e servidos com batata-palito.  A receita se  tornou popular em todo o mundo a partir de 1950.  Sendo que na França é que ficou consagrado o uso de champignons por um restaurante sofisticadíssimo chamado Maxim´s.

Hoje em dia você encontra com diversos tipos de carne, legume, molhos e com diversos acompanhamentos, para todos os gostos e bolsos.

Ingredientes diferentes para estrogonofe que encontrei dando uma busca pela internet:

* Substituindo o champignon pelo pinhão;

* Utilizando vários tipos de ervas para o molho: salsinha, gengibre,bouquet garni;

* Vegetariana (parece que com esses ingredientes dá certo): com proteína de soja texturizada;

ervilha, abobrinha, berinjela, pimentão, abóbora, abobrinha, aspargos, palmito, brócolis, cenoura, milho, vagem, chuchu, alcachofra (como aqui), alho-poró;

* Diversos tipos de carne: frango, carne de boi (mignon, contrafilé, alcatra e afins), carne de porco, peixe (bacalhau, salmão), camarão, almôndegas, lula, salsicha, linguiça, carne moída, presunto;

* Prá ficar diet: queijo branco ou tofu frito, grão-de-bico, batata, iogurte desnatado;

* Prá ficar diferente (mas calórico): blue cheese (como aqui);

* Prá acompanhar a moda do novo cereal: amaranto;

* Prá realçar a paixão por cogumelos: estrogonofe de 4 cogumelos (shiitake, shimeki, champingon, portobelo);

* Prá desvirtuar a receita incluindo abacaxi, leite de coco, coco ralado.

Menos é mais

24 jan

Cena do filme Beleza Americana

Creio que as pessoas não conseguirão se livrar das sacolinhas plásticas, como eu por exemplo (post anterior). Mas o que acontecerá se as sacolinhas forem banidas (como já está acontecendo no estado de SP) do supermercado?

1) A indústria de plásticos se tocará da necessidade das pessoas de terem sacos menores e, portanto haverá a venda deste produto nas gôndolas do supermercado;

2) Os supermercados venderão as sacolinhas biodegráveis por R$0,19 a unidade e o consumo das pessoas quanto ao plástico biodegrável será o mesmo do plástico normal;

3) Dizem que as sacolinhas de plástico já estão implícitas nos preços dos produtos que consumidos. E por acaso com o sumiço delas haverá queda dos preços na compra? Duvido;

3) E o pior de tudo, as pessoas monetariamente desfavorecidas (não é regra geral e não é preconceito)  e/ou sem consciência de higiene jogarão o lixo em locais impróprios sem proteção. E olha que não estou escrevendo nenhum absurdo, já que é fácil ver qualquer tipo de coisa jogada na calçada e em terrenos baldios;

4) O plástico se tornar vilão, sem nenhum porém. Quer queira ou não, o plástico veio por questão de higiene e praticidade, afinal não quebra, não molha e é durável. Tudo tem os prós e os contras;

5)  Não educar a população. Enfiar isso goela abaixo por lei, e não por costume da educação por meio da difusão de informações e cultura. Tá que coisas do tipo algumas vezes funcionam e são necessárias (ex: lei antifumo em locais fechados), mas questões ambientais só são eficazes por meio de cultura que propiciará a mudança de hábito;

6) PRINCIPAL CONSEQUÊNCIA: As pessoas não entenderem que a raiz disso tudo é o consumismo desenfreado.

Tá que a minha vó vivia muito bem sem a sacolinha plástica. Como também vivia sem papel higiênico (era jornal), sem eletricidade (era lamparina e luz do sol), sem fralda descartável e absorvente íntimo (era de pano) e sem leite UHT de caixinha (era tirado direto da vaquinha). Será que você também consegue viver, nos dias de hoje, sem todas essas coisas e muitas outras? Será que é possível voltar ao passado em alguns aspectos e usufruir da tecnologia em outras?  Será que a minha vó consumia o tanto que consumo? Será que dá prá ser feliz sem tanta coisa?

Será o fim do puxa-saco?

23 jan

Depois que vi o vídeo com a entrevista de Claudio Oliver  e o blog La Cucinetta onde a escritora é preocupada com a questão do meio ambiente, fiquei pensando sobre o meu papel como ser social e como não deixar a consciência pesada por ser geradora de tantos problemas para o meio ambiente.

Pois bem, fiquei pensando em formas para poluir menos e minha cabeça entrou em parafuso. E se eu abolisse os saquinhos plásticos de supermercados? Afinal houve uma época em que eu ia munida de ecobags e voltava com as compras sem serem embaladas por plásticos. Em um mês, eu não tinha mais nenhum saquinho de plástico para contar história, ou seja, vi-me sem saquinho para pôr nas lixeiras do banheiro e da cozinha. Alternativas? Saco de jornal, porém eu não compro jornal, leio as notícias que me interessam pela internet e compro livros dos temas em que gosto de me aprofundar. Caramba, sabem o que eu fiz? Usei um saco enorme de loja para acomodar os lixos que tinha e fui imediatamente ao supermercado fazer a compra da semana sem as ecobags.

Será que eu sou tão terrível assim utilizando os saquinhos plásticos? E se eu fizer os saquinhos com papel jornal, como faço para descartar para que seja de fácil recolhimento para os lixeiros? Moro no centro em uma micronete e não tenho como reutilizar a matéria orgânica.

Avaliei isso por diversos aspectos e percebi que o pior ato para o meio ambiente é o desperdício. Porque o desperdício é gasto de energia à toa. Quanto de energia foi utilizado para você ter aquele 54º par de sapato? E a metade do prato de comida que você deixou de consumir? E quinquilharias sem utilidade espalhadas pela casa? Quanta energia foi consumida? E essas quinquilharias jogadas no lixo sem ter ao menos um suspiro de utilização? Será que aquilo que não serve para você, serve para outra pessoa? E os produtos que são embalados em várias camadas de plástico, isopor e papel? Há necessidade?

Eu uso sempre os saquinhos de plásticos no seu limite. Acomodo o máximo de lixo neles. E nenhum saquinho de plástico que adquiro vira banalidade. Tenho cuidado até para que ao carregar as compras eles não furem e tenham serventia para os meus lixinhos. Ainda não consigo ficar sem eles. Não consigo ver alternativas. Procuro na internet. Consigo achar modos de amenizar o problema, pensando no caminho do meio:

1) No lixinho da cozinha ainda vai ser saquinho plástico, pois o conteúdo do lixo é úmido e não dá para dispensá-lo.

2) No lixo do banheiro vou tentar radicalizar para saco de papel e depois amassar e colocar no saco de lixo da cozinha e direto para a lixeira do prédio. Ainda estou pensando se compro jornal ou compro um rolo de papel kraft.

3) Saco plástico maior de lojas e afins para o balde de lixo reciclável.

4) E o melhor de tudo e a solução mais honesta: acabar com o desperdício. Comprar menos, comprar com qualidade, comprar o necessário. Evitar embalagens várias quando dá.

Pois eu não consigo ver a redução do impacto ao meio ambiente negando o saquinho plástico, enquanto o comércio em geral e as grandes indústrias e redes sempre propagarem o consumismo exacerbado que é a chave da questão. Ex: você só estará na moda se tiver a calça modelo carrot na cor chucrute combinando com a blusinha abacate, sapato abóbora e bag da coleção do ano de 2012, por que de 2011 é tão out…e hoje em dia, tem que ter a habilidade de um malabarista para se livrar desses modismos que muitas vezes vêm implícitos em propagandas, em conversas de colegas…eu já fui picada várias e várias vezes por esse bichinho. O que dirá o meu armário de sapatos e potes de hidratante?

Resumindo: eu estou no caminho do meio, com altos e baixos.

Feiras em Curitiba

20 jan

Gosto de feira. Lá em Maringá tem uma bem boa prá fazer compra de orgânicos, não-orgânicos, tomar caldo de cana, suco natural, comer pastel, sanduíche, espetinhos, é uma maravilha! E Curitiba…Curitiba não decepciona! São ao total 80 feiras distribuídas nos bairros: 41 feiras diurnas normais (a feira como a gente conhece), 9 feiras noturnas, 4 feiras gastronômicas, 10 feiras de orgânicos, 1 feiras do litoral (produtos do litoral paranaense) e 15 barracas (Programa direito da roça e mar) que atendem os bairros que não possuem feiras. Conheci algumas feiras aqui de Curitiba, como a feira gastronômica do Batel, a feira diurna do Batel e a feira diurna do Cristo Rei. São excelentes! Estou curiosa para conhecer uma feira orgânica.

Mais informações a respeito das feiras de Curitiba (horários e locais): http://www.curitiba.pr.gov.br/noticias/secretaria/abastecimento/9

Prá quem ora no Centro/Batel de Curitiba como eu, disponho um mapa com as feiras mais próximas. Basta clicar no Link  abaixo do Mapa (View Large Map) que aparecerá os horários e o dia da semana em que há feira nos pontos marcados. Uma mão na roda:

Mudança de hábitos

19 jan

Sai da casa dos meus pais em Maringá para vir para Curitiba a trabalho. Detalhe: em casa não cozinhava nada além de pão de forma com queijo e orégano na sanduicheira fora que a minha mãe não gostava muito dos filhos se intrometendo no  terreno sagrado da cozinha. Sozinha e sem carro. Não conhecer os lugares e nem as pessoas. Totalmente perdida.

A alimentação do meu primeiro mês aqui foi no restaurante da esquina perto do meu trabalho. Comidinha honesta. Tentei ter uma alimentação regrada pelo menos no almoço, pois durante o restante do dia era um desastre. Então, o meu almoço era uma colher de arroz integral, duas colheres de feijão, enchia de folhas (prá dar impressão que peguei bastante), legumes e um pedacinho de carne. Economizei no bolso e emagreci 2 kg. Porém, depois de um mês, enjoei da comida e me deu uma deprê de sempre almoçar sozinha e não ter tempo para interagir com o pessoal do trabalho que almoçava por lá (tinha uma cozinha anexa com fogão, geladeira, microondas e pia). Comecei a fazer marmitinha para o trabalho. Tosca mas fiz. Eram geralmente puro carboidrato.

Depois de um tempo vieram os problemas no trabalho. Litros de café durante o expediente e salgadinhos e docinhos trans à noite para conter a ansiedade e estresse. Resultado: gastrite, espinhas e gordurinhas indesejadas.

Isso foi a minha alimentação a dois meses atrás.  Café, agora, só uma xícara. Resolvi abolir do meu carrinho de compras: o salgadinho chips e as bolachas recheadas (comia pelo menos 3 saquinhos de chips e 3 bolachas recheadas por semana). Compro com moderação as outras guloseimas: uma garrafinha de refrigerante de 600/mês, chocolate do bom, porém só uma barra, suco de caixinha só para emergência (antes comprava de 12 unidades para durar um mês para duas pessoas). E sempre carregar comigo uma caneca de água ou garrafinha. Sofro de dermatite seborréica aqui em Curitiba, coisa que em Maringá necas. E percebo uma boa melhora quando me hidrato bem.

Eu ia para a academia durante o meu almoço quando trabalhava e parei depois que decidi pedir demissão. Fiquei dois meses igual uma lesma boba parada, faltava um salzinho que não me matasse, mas que me acordasse desse estágio letárgico. Por um lado não foi ruim, conheci o mundo dos blogs e me interessei particularmente por um segmento: foodies. Bóra agora tocar a vida.